31 janeiro 2014

Tu!

Quando apareceste na minha vida não tive bem noção de quem eras nem de onde tinhas aparecido, apenas conhecia o som da tua voz e o teu cheiro, porque nem ver conseguia bem, só as tuas formas eram visíveis aos meus olhos.
Com o passar do tempo fui conhecendo-te cada vez melhor, apesar de ao inicio ainda não conseguir falar bem a tua língua, mas não sei como, tu entendias-me e ajudavas-me sempre que precisava de algo e não conseguia realiza-lo pelas minhas próprias mãos, talvez porque ainda eram muito pequeninas e eu ainda tinha pouco controlo sobre as mesmas.
Começas-te a ensinar-me a tua língua de forma a que tanto eu como tu nos entendêssemos melhor. Também me ensinaste a tornar-me mais independente, de forma a que quase não precisasse de ti, sabendo que a tua presença iria sempre ser imprescindível ao meu ser.
Ao final de todas as aprendizagens, consideradas por ti, importantes, decidiste que seria altura de me inserires num mundo onde poderia aprender as outras coisas que seriam importantes para o meu percurso de aprendizagem. E assim foi, fui para esse mundo onde aprendi que podia ter coisas boas ou coisas más, mas também percebi que nunca seria abandonada por ti acontecesse o que acontecesse, tu nunca me faltarias, e irias sempre acarinhar-me com os mesmo braços que me acarinhaste quando apareci na tua vida, com a mesma voz quando eu ainda pouco ou nada sabia de ti, e com o mesmo olhar de amor que ainda me olhas hoje em dia.
Obrigada por tudo minha Mãe, obrigada por me fazeres sentir orgulho por te ter na minha vida, e te ter denominado de Mãe um dia em criança, quando poucas ou nenhumas palavras sabia dizer, mas que esta de apenas três letras e tão forte no seu significado, poder ser aplicado apenas e só a ti.


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