31 janeiro 2014

Ainda sou do tempo que...

Muitas vezes tenho vontade de usar a celebre frase "Ainda sou do tempo que...", e hoje vai ser um desses momentos.

"Ainda sou do tempo que..." que o amor era verdadeiro e se sentia de forma quente e apaixonada, ou então temos a amizade, que antigamente era para a vida, e hoje em dia é por meia duzia de meses ou por dois ou três anos. Não, não sou velha e nem penso que tenho muita experiência nesse campo, mas apenas consigo olhar à minha volta e ver que hoje quase tudo se rege por interesse ou porque fica bem. 
No amor, quando olho para alguns casais que se cruzam no meu caminho, reparo que ou estão juntos porque um tem algo que o outro ambiciona ou lhe pode proporcionar, ou então porque simplesmente alguém lhes disse que por alguma razão ficam bem juntos. Mas não vou ser pessimista ao extremo de afirmar que ninguém se ama, porque eu sei que na verdade isso existe, mas infelizmente a probabilidade de encontramos algo assim é de 5/100, e vai focar-se essencialmente nas pessoas idosas, que ainda esperam umas pelas outras para partirem juntas para aquilo que se chama "céu".
Na amizade, é engraçado que a única diferença que existe entre o amor e esta, é que nesta não se tem amigos porque "se fica bem", mas sim porque pensamos que vamos puder obter algo da parte deles, como por exemplo, borgas à pala, dinheiro em extremos necessários, ou então nos casos mais jovens, notas positivas no caso de uma amizade com um mais marrão. Mas também acaba por existir o outro lado, lado este em que a amizade é real, em que pudemos contar com o outro para tudo, e quando falo em tudo é relacionado com o bom e com o mau, pois um amigo não passa apenas a mão pelas costas e diz que temos razão, ou que fizemos tudo corretamente mesmo sabendo que isso não aconteceu, amigo verdadeiro, é aquele que tem coragem o suficiente para olhar o seu amigo nos olhos e dizer que errou, e dar uns bons berros para abrir os olhos ao companheiro. 
Para terminar, posso dizer que tenho amigos verdeiros, amigos estes que se contam pelos dedos de uma mão, e que já tive amores que por eventualidades do destino me mostraram que podiam e talvez ainda possam ser para a vida e com verdadeiras e reais intenções para com a minha pessoa.


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