07 setembro 2014

22º Aniversário

Mais um ano se passou, e somando a todos os outros, dá um pequeno total de 22 anos... foram 22 anos de algumas tristezas, algumas alegrias, muitos sorrisos, muitas lágrimas, várias repetições de "Não vou conseguir...", vários alívios de "Boa! Valeu a pena o esforço!". Pensando nessas pequenas batalhas e guerras vencidas, posso dizer que não tive os piores 22 anos da minha vida... foram de certo modo agradáveis.

É um dia de festa, este dia em que se celebra mais um ano de vida, a que nós humanos chamamos de "aniversário", e é também nestes momentos que, nós, sentimos mais falta daquelas pessoas que, quando comemorávamos poucos anos de vida, estavam lá e nos mandavam aquela mensagem ou telefone com os seus beijinhos de parabéns... infelizmente sinto falta dessas pessoas neste momento, sinto falta da sua voz e cheiro, pormenores esses, que com o tempo, se vão desvanecendo da minha memória, com muita pena minha... mas como se diz aos menino pequeninos "eles estão no céu a olhar para ti, e estão felizes por este teu novo aniversário", o que de alguma forma aconchega o nosso coração.

Não estando completamente sozinha, agradeço aos meus pais, família, amigos e inimigos *sim, porque esses também tem algum valor* por me terem feito crescer mais um pouco neste ultimo ano que passou. Vocês são o que eu sou hoje, e eu serei um pouco de vocês no futuro.



03 setembro 2014

Nônô...

Um pequenino nome que simboliza um grande Anjo.
Quando assisti aos vídeos da pequena Leonor, só consegui esboçar um largo sorriso por ver uma criança tão jovem com um optimismo maior que muitos adultos! Ao mesmo tempo que sorria pela sua força e aceitação, cobria os meus olhos de lágrimas por sentir que Deus é injusto na vida... A pequena Leonor não merecia nada mais nada menos que a cura para o seu problema.
"Leonor"... será um nome para sempre lembrado não só pela sua doçura mas também pelo exemplo que este pequenino anjinho era.

 Leonor, pequenina luz, brilha no céu, com o teu belo e encantador sorriso! 




07 abril 2014

Diferença

"Olá meu pequeno Samuel, quero contar-te uma pequena historinha...



Quando tu ainda nem eras uma sementinha, a mamã e o papá já sonhavam contigo, sonhavam ter-te nos braços e observar cada olhar teu, cada sorriso iluminado que tu darias. Com o passar do tempo, tu foste plantado no ventre na mamã, de forma a cresceres seguro e forte, longe de tudo o que te podia fazer mal. O papá sempre que te via crescer, abraçava a mamã com tanta força, que tenho a certeza que até tu, meu amor, sentias esse abraço...
Na primeira ecografia, vimos que era real, que tu estavas mesmo a crescer dentro do meu ventre... o papá chorou de alegria ao ver-te tão pequenino, e já te sentia como dele. E a mamã, parecia uma doidinha, sempre agarrada a ti, a conversar contigo e cantar-te canções. 
Na segunda ecografia, a mamã teve que fazer um pequeno exame para ver como tu crescias... esse exame foi feito, e o médico informou-nos que se avizinhava alguns problemas. Tanto eu como o papá, trememos ao saber destas noticias, mas juntos perguntamos se seria um problema que te podia afetar para o resto da vida. O médico mencionou que não, apesar de seres diferente, e de vires a ter algumas dificuldades em alguns campos que outros meninos não teriam, tu puderias vir a ser independente e poderias vir a amar como qualquer outro humano. Assim sendo, a mamã e papá decidiram que virias para os nossos braços mal tu decidisses que tinha chegado o momento.
Durante o teu crescimento, o papá e eu fomos sentindo o quão tu ias ser forte, pois eras um belo jogador de futebol, mas sempre que a mamã te cantava aquela musiquinha de embalar, tu acalmavas e ficavas muito sossegadinho. 


No dia 14 de Julho às 17h06, tu achaste que era chegada a hora de nos sentires pelo teu próprio tacto, de nos dares o maravilhoso gostinho de te olharmos e sentirmos o teu cheiro de bebé. Nasceste com 2,600kg e com 48cm... e eras de uma ternurinha imensa! O papá pediu para te pegar ao colo, logo mal nasceste, e apenas disse a mamã que eras lindo e perfeitinho... sinceramente, o pai naquele dia parecia que só te queria para ele, mas decidiu que eu também teria que te abraçar, e sentir o teu pequenino coração a bater junto do meu. Completaste a nossa felicidade quando nasceste, e passaste a ser o nosso pequeno mundo, e a única razão do nosso viver.
Hoje tens 4 aninhos, e continuas lindo com os papás te viram pela primeira vez. E não és diferente, és apenas o nosso bebé, o nosso menino perfeito e o nosso mundinho maravilhoso com aquele sorriso caloroso. 

Amo-te meu Samuel."

13 março 2014

Carta

Tenho pensado em ti meu amor...

Tenho recordado os dias que passei contigo naquela quinta dos teus pais, lembraste dela? Aquela que ficaste responsável por manter em boas condições depois destes morrerem.
Nesses dias recordo-me que fugi da minha vida de menina rica, que teria como destino ficar em casa a tratar da descendência, e que tem com ela pessoas que lhe tratam da casa, mantendo um casamento com um empresário que apenas a usa como fábrica de dar descendência. Mas contigo, naquele pequeno fim de semana, eu senti-me mulher, senti-me amada, especial, pobre mas humilde. 
Ainda te lembras porque ficamos separados? Os meus pais não

te aceitavam, diziam que tu não serias capaz de me amar como eu merecia, que não me irias dar o necessário só porque eras um homem do campo, e por isso serias um homem formado sem os valores aos quais eu me tornei mulher. Mas chega de recordar aqueles que nos afastaram...

Ainda sinto a textura do teu cabelo entre os meus dedos, o cheiro suave da tua pele, do perfume barato mas maravilhoso que tu emanavas do teu corpo naquele dia do nosso reencontro. Continuavas perfeito, apesar da tua pele envelhecida pelo sol do campo, e pelas horas todas que passavas debaixo deste, mas mantinhas o mesmo corpo de 20 anos... isto, pelo menos aos meus olhos.

Ao longo destes 5 anos que me encontro casada, tenho pensado em largar tudo e ir ter contigo, fazer parte da tua vida, lavando as nossas roupas no tanque que existe no alpendre, preparar o jantar para nós os dois e tratar do jardim de rosas que era da tua mãe. Ainda o conservas como a tua mãe o deixou? Ela tinha tanto jeito para a jardinagem... lembro-me de que quando era adolescente, e nós namorávamos, e quando eu ainda sonhava com a nossa família, um dos meus sonhos, era ter um buquê composto pelas rosas da tua mãe. Ai, como eram belas...

Olha, ainda tenho comigo aquela camisa que me emprestaste na noite em que fomos nadar no lago perto da nossa casa da árvore, construída quando ainda eramos uns miúdos... e sabes? Ainda conserva um pouco do teu cheiro, mas será apenas isso que vou puder manter dos tempos que foram nossos. Infelizmente, estou grávida do Carlos, mas nem tudo é negativo. Estou grávida de um casal. O menino terá o teu nome, Eduardo, e a menina será Teresa (o nome da filha que dissemos que íamos ter).

Desculpa, mas está na altura de fechar este baú de memórias que guardo tuas, mas mantendo a certeza que no meu coração, tu estarás sempre presente.

Com amor eterno,
Marisa Rodrigues

Desconhecido

Quantas vezes já nos deparamos com uma pessoa na rua e parece que já a conhecemos aos anos, mas que na realidade, foi a primeira vez que a vimos? Sorrimos, olhamos, apreciamos e até tentamos lembrar de onde reconhecemos aquele rosto e onde foi a ultima vez que o vimos, mesmo que seja algo impossível de relembrar, mas acaba por ser automático.
Chegamos a casa cansados de um dia de trabalho, tomamos o nosso banho quente para limpar toda a sujidade acumulada da cidade, mas aquele olhar continua bem presente na nossa mente. De noite a situação também não vai sofrer grande alteração, mas com a diferença que desta vez parece que somos acompanhados em sonhos, acabamos por criar uma relação com esse ser desconhecido, mas que naquele mundo imaginário existente na nossa cabeça, até que acabamos por ter algo em comum com ele. Estranho não é?


07 março 2014

Já é tempo.

Já é tempo de colocar a armadura de guerra, a espada, o escudo e fechar o helmo. É a altura de seguir em frente, de sorrir, de crescer, de descobrir as coisas realmente boas da vida. Altura de afastar tudo o que nos mete para baixo, e que nos tenta derrubar todos os dias. É altura de apreciar a natureza, o céu, a terra, o vento e o mar; reconhecer que as plantas são o que nos permite respirar todos os dias, mas reconhecer também que é a lealdade, o amor, a amizade, fidelidade e compreensão que nos permite sorrir e nos faz sentir especial para alguém. Assumir que a falsidade, traição, crueldade, hipocrisia, negativismo, são coisas que tem a capacidade de destruir qualquer castelo, derrubando tudo o que encontra pela frente, deixando um rasto de escuridão e tristeza. Por isto tudo, é importante encontrar a pedra suficientemente resistente para construir uma muralha, um ferro bem forte para os portões, de forma a afastar tudo o que é mau e triste, e de forma proteger tudo o que é bom e feliz, podendo assim retirar o fato de guerra, e voltar a vestir o fato de reinado e colocar a coroa e governar este pequeno mundo de sorrisos e felicidade, porque elas conseguem, sim, princesas vivem no reinado todos os dias como se fosse o último.

05 março 2014

#O bicho Homem

Quando Deus criou o Homem, Deus criou este com a capacidade de comunicar, de se reproduzir, de se mover de forma bípede e ainda com a capacidade de ser dono de um outro animal. Deus, deu ainda ao Homem a capacidade de ter as suas próprias ideias, a sua própria razão, mas o mais importante ainda é a capacidade de perdoar, mas será que este dá valor a esta última capacidade? Não será que o próprio animal domesticado pelo Homem dá mais valor a isso? Por exemplo, um cão quando é abandonado pelo seu dono, este não se vai perguntar porque é que foi ali deixado, não vai de alguma forma procurar as respostas para essa dúvida; tentado não ser tão radical no exemplo, o próprio cão, depois de castigado pelo dono, este não vai refilar ou vai ficar magoado, irá simplesmente, com a mesma tranquilidade que antes ter a atitude de cachorro meigo que sempre teve, irá dar aquela lambidela coberta de saliva que por vezes nos tira do sério, mas que nos sabe pela vida. Também, depois de adotado, o cão não vai estar de alguma forma magoado com o bicho humano, ao ponto de nunca mais conseguir voltar a ser fiel a outro, não se vai tornar agressivo... vai simplesmente oferecer uma nova oportunidade. Com isto tudo, o que é que eu tenho a dizer: não devíamos nós ser como os nossos animais domésticos?! Talvez o mundo fosse um pouco diferente, e sem rancores horrendos.